Outra operação da Polícia Civil apreendeu 700 cigarros eletrônicos e prendeu cinco suspeitos pelo crime de comercialização de substâncias nocivas à saúde. A ação, realizada na última semana pelo 2º Distrito Policial de Rio Verde, atendeu a uma solicitação do Ministério Público de Goiás (MPGO) para intensificar a fiscalização desse tipo de comércio ilegal.
A promotora de Justiça Renata Dantas de Morais e Macedo, responsável pela 8ª Promotoria de Rio Verde e atuante na defesa da infância e juventude, explicou que o pedido de fiscalização ocorreu durante reuniões do Núcleo Regional Integrado de Análise Criminal e Inteligência, que reúne forças de segurança da cidade.
“Essa provocação foi feita diante da nossa preocupação com o grande número de adolescentes que estão fazendo uso do cigarro eletrônico, inclusive nas escolas”, afirmou a promotora.
A Polícia Civil recebeu diversas denúncias sobre o uso desses dispositivos por crianças e adolescentes. Durante as investigações, constatou-se que vários estabelecimentos comercializavam os produtos, que são popularmente conhecidos como “vapes”. Embora não tenha sido identificada a venda direta para menores, a comercialização dos cigarros eletrônicos é proibida no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Com base nas apurações, a Polícia Civil solicitou ao Poder Judiciário autorização para realizar buscas em diversos comércios de Rio Verde. A operação contou com a participação de mais de 30 policiais civis e seis servidores da Vigilância Sanitária, que autuaram oito estabelecimentos, aplicando multas que chegaram a R$ 5 mil.
Os cinco detidos foram liberados após o pagamento de fiança. Para a promotora Renata Dantas, a ação foi fundamental para reduzir o acesso de crianças e adolescentes a esses dispositivos.
“A operação foi de suma importância no objetivo de proteger crianças e adolescentes, pois reduz as oportunidades de terem acesso a esse equipamento, cuja comercialização no Brasil é tipificada como crime”, concluiu Renata Dantas.