O prefeito de Iporá, Naçoitan Leite (sem partido), foi alvo de operação por suspeita de fraudes em licitações, na manhã desta quarta-feira (27). A Polícia Civil de Goiás (PC-GO) cumpre 14 mandados de busca e apreensão, além de Iporá, no oeste de Goiás, em Goiânia, Aparecida de Goiânia, Trindade, Santo Antônio de Goiás, Cezarina e Palmas, no Tocantins.
Ao g1, o advogado de Naçoitan Leite, Thales José, disse que conversou com o prefeito, que “está absolutamente tranquilo, quanto a essas investigações”.
“Não existe nenhuma irregularidade ou coisa parecida. Ele está à disposição da Deccor, do Poder Judiciário e do Ministério Público para qualquer informação e esclarecimento”, afirmou Thales José.
A operação chamada de “Ato Falho” é coordenada pela Delegacia Estadual de Combate à Corrupção (Deccor) e apura os empenhos destinados para empresas. Segundo a polícia, foram identificados sobrepreço nos contratos, que causaram um prejuízo ao patrimônio público de mais de R$ 5 milhões.
O g1 tentou contato com a Prefeitura de Iporá, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
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O delegado da Deccor, Bruno Barros Ferreira, afirmou que foi possível identificar o envolvimento de quatro empresas, que se organizaram para concorrer no processo fraudulento.
Segundo Bruno Barros, um dos investigados pertence a um grupo de empresários que já foi investigado e denunciado pelas mesmas práticas ilegais no município de Iporá.
O g1 não conseguiu contato com a defesa dos outros suspeitos até a última atualização desta reportagem.
Além de Naçoitan Leite, segundo a polícia, são investigadas outras cinco pessoas, incluindo agentes públicos de Iporá, e oito empresas. A investigação abrange 37 procedimentos de dispensa de licitação realizados pela Prefeitura de Iporá, em 2021, que resultaram na assinatura de contratos na área da Saúde com quatro empresas diferentes.
No ano passado, o prefeito de Iporá, Naçoitan Leite, chegou a ser preso por invadir a casa da ex-companheira. Na época, Leite foi investigado por efetuar pelo menos 15 disparos contra a ex e o namorado, e depois fugir. As vítimas não foram atingidas.
Segundo a ex-companheira, o crime foi motivado pela recusa de Naçoitan em aceitar o fim do relacionamento de 15 anos. Na ocasião, ela contou que eles estavam separados há dois meses. A mulher disse que dias antes do ataque, o prefeito já havia ido à residência dela para intimidá-la. Após o crime, ele trocou de veículo duas vezes e fugiu, sendo considerado foragido.
Dias depois, o prefeito se apresentou à polícia e alegou amnésia. Apesar disso, ele declarou estar à disposição da Justiça. Na audiência de custódia, foi determinada a prisão preventiva, e ele foi levado algemado e uniformizado para o presídio.